sábado, 8 de outubro de 2011

Mulher e Beleza...


A beleza de uma mulher é capaz de criar sentimentos inexistentes. O sorriso depois de uma noite de prazer é capaz de gerar o sentimento mais louco do mundo. Qual? O amor. O amor é a vida em alto grau de complexidade. O amor não está no corpo, está na alma presa ao corpo. Por isso o amor só começa quando o corpo abre para o outro corpo. Nós somos corpos em movimentos, logo somos cargas ambulantes de sentimento chamado amor. Amor é o sentimento que se sente amando, por isso meu professor disse “Amar é virtude de quem ama, e não de quem é amado." Todo ser humano carrega em si um pouco de amor, mas para sentir, é preciso abraçar, beijar, ouvir, cheirar. Pois são nesses gestos que se podem sentir o amor. A beleza de uma mulher é percebida não apenas com os olhos e com o toque, mas com os ouvidos. (Aliás, eu me arrisco a dizer que o ouvido é primeiro meio para se perceber a beleza, os olhos não são capazes de ver a alma, pois alma não se mostra, ela canta) Abraçar e beijar são as formas de sentir a beleza (Como eu amo sentir a beleza) A beleza é vista e sentida pelo corpo, mas é ouvida pela alma. Por isso concluo não vale apena ter a beleza no corpo se alma não canta para alegrar os ouvidos.

Reuel Albuquerque 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Música

A música é minha fonte de inspiração. Nela viajo na fantasia do buraco negro. Buraco negro é um lugar no espaço, onde a força gravitacional é muito forte, tudo que passa ao seu redor é atraído.
Quando jogamos uma pedra para o alto, evidentemente a pedra irá voltar, pois a gravidade a puxa de volta. Os cientistas dizem que existe uma forçar que consegue lançar o objeto para ele não voltar, chama-se “força de escape”. Essa força ultrapassa a gravidade da terra. Porém, não a força que consiga quebrar a atração do buraco negro.
A música é buraco negro da alma. Quando alma entra em sintonia com a música, o mundo vira uma fantasia. Fantasia é o avesso da realidade, o irreal. A música oferece para alma os mundos das fantasias, toda música é um mundo, onde só habita quem escuta a música. A melodia é caverna do mundo, onde só quem criou a música conhece de fato a caverna (melodia). A melodia que ouvimos, não é melodia da música, mas é caverna (melodia) do nosso mundo. Todos os mundos existem uma caverna (melodia). A caverna é silencio da alma, o é silencio da alma é que dar a melodia da música.
A música serve para atraí fantasias de outros mundos, e quando junta com a nossa fantasia, surge uma nova música. É por isso me lembro de Rubem Alves dizendo:
 Há músicas que contêm memórias de momentos vividos.
Trazem-nos de volta um passado.
Lembramo-nos de lugares, objetos
, rostos, gestos, sentimentos...
 Mas há músicas que nos fazem retornar
 a uma passado que nuca aconteceu.
É uma saudade indefinível,
sentimento puro, sem conteúdo.
Não nos lembramos de nada.
Apenas sentimos.”

Reuel Albuquerque

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Labirinto...

Nessa noite propus-me a escrever, por apenas escrever, nenhum assunto específico desejo expor. Começo dizendo como foi meu dia. Acordei 5:30 da manhã fui para o jiu-jítsu, voltei tomei café, em seguida fui estudar (G. Von Rad Teologia do Antigo Testamento). 12:30 fui almoçar, depois deitei na cama e acordei já na hora do famoso baba (Jogo de futebol). 19:00 já estava a caminho de mais um dia de aprendizado no STBNe. Acaba aula, e eu estou aqui de frente ao notebook de um colega, escrevendo bobeiras.
Talvez muitos estejam se perguntando sim, e para quer eu quero saber como foi seu dia? Verdade meu dia não é interessante para vocês, aliás, minha vida é uma crônica ambulante, onde não existe leitor para ler.
Hoje o dia foi normal, o sol como sempre nasceu e se pôs. Eu fico me perguntando, terça feira que vem, será uma repetição do dia de hoje? Sei que o sol nascerá, e a tarde ele a de ser pôr.
Assim como a vida do sol sempre é a mesma, ele nasce todas as manhãs, a maioria das pessoas não consegue experimentar a diversidade de sensações que a vida propõe. As emoções são sempre as mesmas. Os conflitos no casamento são sempre os mesmos, pois o jeito de agir dos cônjuges não muda.
Faço uma pergunta a vocês, quem experimentou mais os sabores da vida. Um rapaz que namorou uma menina a vida inteira, ou um que namorou muitas meninas?
Acho que a resposta de vocês será o que namorou muitas meninas. Mas pergunto a vocês se esse rapaz que namorou muitas meninas, apenas transferiu seu relacionamento do primeiro namoro para o segundo, e assim sucessivamente. Ou seja, ele namorou muitas meninas justamente por não conseguir propor nada de novo para elas. Mas o que namorou uma, esse de fato propôs uma eternidade de gozo. Eles conseguiram não gozar a vida, mas da vida. Da vida do outro.
A vida do outro tem que ser um labirinto, onde devemos passar a vida inteira tentando encontrar a saída, e quando encontrar, devemos voltar ao início e procurar a saída por outro caminho. O labirinto é lugar onde todos querem encontrar à saída.
Eu sou diferente, entrei em um labirinto a 3 anos, e não estou nenhum pouco preocupado em encontrar a saída. Quero gozar dos corredores infinitos, onde o fim é o começo de um novo corredor. Os labirintos são sempre desafiadores, pois eles mostram que não é a saída que é importante, mas é o caminhar pelos corredores do amor sem fim. Rubem Alves diz “Toda caminhada deve ser um ponto de chegada.”  

Reuel Albuquerque

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Silêncio

Como posso falar de Deus, se não o conheço? Como posso falar de mim, se a mim mesmo não sei quem sou? Falarei do silêncio que me desespera, e tranqüiliza. O silêncio que desejo, e repulso. O silêncio que se cala, e grita. O silêncio que amedronta, e alivia. O silêncio que acalma minha alma, e perturba o meu mundo. O silêncio que impede de falar, e excita a escrever. O silêncio que rompe com o próprio silêncio e revela o pássaro que pousa em meu dedo.
 “Amar é ter um pássaro pousado no dedo. 
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, 
a qualquer momento, ele pode voar”
Rubem Alves
O pássaro que pousa em meu dedo é capaz de voar para tão longe que os meus olhos não são capazes enxergar. Mas o amor que silêncio me ensinou, é amor que voa junto com o pássaro.

Reuel Albuquerque

terça-feira, 5 de julho de 2011

MASCARA


A vergonha nos move, fazemos tudo para mostrar uma boa aparência, ter um belo sorriso, um sarado corpo, um bom conhecimento, pois queremos pessoas perto de nós. Porém o fato de não nos suportamos não quer dizer que devemos nos esconder através de um bonito corpo, ou um sorriso amarelo. Reconheço que também me escondo, às vezes atrás das palavras, de uma música ou de um gesto qualquer. Pois realmente é vergonhoso ser o que não era para ser. Logo projetamos em celebridades para esquecermos quem de fato somos. A tendência é de nos escondermos cada vez mais. A internet tem nos ajudado para isso, o msn, orkut, facebook, twitter, tudo isso é uma fuga. No msn sentimos mais corajosos de dizer as coisas, no orkut colocamos as melhores fotos para nos parecermos lindos. Não se ver alguém colocando no seu orkut, foto ou o vídeo com as discussões com a mãe.

Eu acredito na felicidade e em uma vida sincera. Existe um provérbio judaico que diz: “Quem encobre seus erros já mais prosperará, mas quem os confessa e os abandona alcançará misericórdia” A mitologia judaica diz que quando Adão e Eva pecaram, eles se esconderam em folhas de figueira. Hoje ao invés de folhas, usamos mascaras, e temos medo de quando começarmos tirar não restar ninguém perto de nós, pois ninguém suportará nos ver. Só existe um momento da vida que tiramos as nossas mascaras, ouvir isso de um “grande” filósofo, Dalmo Santiago. É quando estamos orando, ou seja, diante de Deus, pois só Ele é capaz de nos suportar como realmente somos...

Reuel Albuquerque

segunda-feira, 4 de julho de 2011

BASTA


Para ser feliz basta um papel e caneta. Não precisa de borracha ou corretivo, basta virar o outro lado da folha...

Para sonhar basta existir. Não precisa dormir, basta fechar os olhos...

Para amar basta querer. Não precisa ser amado, basta amar primeiro...

Reuel Albuquerque

terça-feira, 3 de maio de 2011

APRENDIZADO


A gente anda o tempo todo tentando ser feliz. Ficamos ansiosos para chegar o aniversário, a páscoa, o natal, o casamento, para que, nesses momentos festivos, esqueçamos as nossas dores, nossas angústias, para que possamos nos sentir felizes por alguns minutos. O ser humano é incrível por sua capacidade de disfarçar. O animal, quando está sentido dores, não se esconde, na realidade todos percebem quando um simples cachorro está triste, pois seus olhos encolhem, mostrando sua insatisfação com a vida. O ser humano, porém, consegue interpretar uma pessoa feliz mesmo que sua alma esteja explodindo de dor. Sorrir com uma dor no peito talvez não seja tão interessante como às vezes vemos em algum livro de auto-ajuda.

Estamos em uma sociedade tão competitiva que, quanto mais uma pessoa se aperfeiçoa, ela é credibilizada no mercado de trabalho. Não se podem mostrar pontos fracos em uma entrevista de emprego, mas sim suas qualidades, seu alto nível de graduação. Todos querem ser super-humanos. Quanto mais a raça racionalista estiver em busca da perfeição, descobrirão o quanto são imperfeitos, pois a busca pela perfeição é o caminho mais rápido para a solidão. O conceito de perfeição é o conjunto de todas as qualidades; a ausência de quaisquer defeitos. Assim, estar perto de uma pessoa que tem todas as qualidades – pessoa que não é capaz de sentir dor, pois seu corpo tem todo recurso anestésico – é na verdade estar só, pois não se tem abertura para o diálogo: falar o quê com uma pessoa que já sabe tudo, falar de sua dor para alguém que nunca experimentou a dor?

É necessário que nosso conceito de perfeição se desfaça o mais urgente possível, pois enquanto nossa sociedade tiver o padrão da perfeição como o padrão a ser chegado, nunca seremos de fato gente. Jesus teve que aprender a ler, a comer, a andar, às vezes ele deveria tomar um escorregão e cair no chão. Penso que Jesus trocava o nome de Judas com o de Pedro, sentia dor de barriga. Estava em um processo de aprendizagem. Quando Jesus orienta, no sermão da montanha, para que os discípulos sejam perfeitos, ele sabia muito bem que esses mesmos discípulos não seriam capazes de ser plenamente perfeitos. Se à criatura fosse dado ser tão perfeita como o criador, seria igual a ele, o que é inadmissível. Isso seria ultrapassar nossa própria humanidade

O ser humano é o único ser que está em estado de aprendizagem. Se colocarmos um gato recém-nascido diante de uma vasilha de leite e uma caixa de área, ele vai beber o leite, defecar na caixa. Mas se colocarmos um bebê, ele vai derramar o leite e comer a área, pois estamos em um processo de aprendizagem. É nesse sentido de estar sempre disponível ao aprendizado que Liev Tolstói diz: Pode-se explicar ao homem mais ignorante as coisas mais abstratas, se ele ainda não tem noção de alguma coisa sobre elas, mas não se pode explicar a coisa mais simples ao homem mais inteligente, se ele está firmemente convencido de saber muito bem o que lhe quer ensinar.”

Reuel Albuquerque